ENDOMETRIOSE · REPORTAGEM
A endometriose é comum, mas pode levar anos para ser diagnosticada. Entenda a doença e por que a dor não deve ser normalizada.
Por Dr. Pérsio Malaquias
Cirurgião geral · CRM-PI 7.355 · RQE 5.674 · LEITURA DE 5 MINUTOS
Com diagnóstico e tratamento, a rotina pode voltar ao normal.
Durante muito tempo, ouvir que “cólica é normal” fez parte da vida de muitas mulheres. A mãe tinha, a avó tinha, então devia ser assim. Só que cólica que tira você da rotina não é normal, e pode ter nome: endometriose.
Estima-se que a doença afete cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Ainda assim, o diagnóstico costuma demorar anos, justamente porque a dor é tratada como parte da vida.
Na endometriose, um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele: nos ovários, nos ligamentos da pelve e, nos casos profundos, no intestino e na bexiga. A cada ciclo menstrual, esse tecido responde aos hormônios e inflama.
Com o tempo, essa inflamação repetida pode colar os órgãos entre si, as aderências. É isso que explica uma dor que muitas vezes piora com os anos e que pode aparecer também fora da menstruação.
Cólica que faz você faltar ao trabalho, à escola ou a compromissos não é frescura. É um sintoma que merece investigação.
Dr. Pérsio Malaquias
MITO
Cólica forte é normal.
VERDADE
Cólica que atrapalha a rotina ou não melhora com os analgésicos comuns merece avaliação.
MITO
Endometriose só causa cólica.
VERDADE
Ela também pode causar dor na relação, dor ao evacuar ou urinar no período menstrual, cansaço e dificuldade para engravidar.
MITO
Se o ultrassom comum veio normal, não é endometriose.
VERDADE
O ultrassom comum pode não mostrar as lesões. Exames com preparo, feitos por profissionais experientes, enxergam muito mais.
MITO
Quem tem endometriose não engravida.
VERDADE
Muitas mulheres com endometriose engravidam. Quando a doença dificulta, existem tratamentos que ajudam.
Um bom primeiro passo é anotar os sintomas por dois ou três ciclos: em que dias a dor aparece, qual a intensidade, se piora na relação ou ao evacuar. Esse diário ajuda muito na consulta.
O tratamento é individual. Muitos casos são controlados com medicamentos. Quando a dor não melhora, quando há lesões profundas ou em alguns casos de infertilidade, a cirurgia por vídeo permite retirar as lesões com precisão, preservando os órgãos sempre que possível.
EM RESUMO
QUEM ESCREVE
Cirurgião geral em Parnaíba-PI, com atuação em cirurgia por vídeo e participação na formação de novos cirurgiões. Escrevo aqui para que você chegue à consulta entendendo o seu caso.
CRM-PI 7.355 · RQE 5.674
Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Pérsio Malaquias. Não substitui a consulta médica: cada caso é avaliado individualmente.
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Dr. Pérsio Malaquias · Cirurgião geral · CRM-PI 7.355 · RQE 5.674 · Parnaíba-PI
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