APENDICITE · REPORTAGEM
A apendicite costuma seguir um roteiro. Reconhecê-lo ajuda você a chegar ao hospital na hora certa.
Por Dr. Pérsio Malaquias
Cirurgião geral · CRM-PI 7.355 · RQE 5.674 · LEITURA DE 5 MINUTOS
A dor da apendicite costuma terminar no lado direito baixo da barriga.
Quase todo mundo conhece alguém que foi parar no pronto-socorro com apendicite. O que pouca gente sabe é que, na maioria das vezes, ela avisa antes, e segue uma sequência de sintomas tão típica que os médicos a chamam de roteiro clássico.
Conhecer esse roteiro não serve para você se diagnosticar em casa. Serve para reconhecer quando uma dor de barriga deixou de ser comum e precisa de avaliação no mesmo dia.
NO COMEÇO
A dor é vaga e difícil de apontar. Muitas vezes é confundida com gases ou má digestão.
ALGUMAS HORAS DEPOIS
A fome some, e podem aparecer náuseas e vômitos.
EM SEGUIDA
Ela fica mais forte e se concentra no lado direito baixo da barriga, num ponto que dá para apontar com o dedo.
COM A EVOLUÇÃO
Andar, tossir ou passar por um buraco de carro passam a doer.
A dor que muda de lugar é um dos sinais mais característicos da apendicite. Quando ela aparece, não espere o dia seguinte.
Dr. Pérsio Malaquias
No início, a inflamação é percebida pelos nervos do próprio intestino. Eles avisam que algo está errado, mas não sabem dizer exatamente onde, e o cérebro interpreta essa dor como vinda do meio da barriga, perto do umbigo.
Quando a inflamação avança e atinge a membrana que reveste a barriga por dentro, o peritônio, entram em ação nervos muito mais precisos. A partir daí, a dor passa a ter endereço: o lado direito baixo. Esse ponto foi descrito em 1889 pelo cirurgião americano Charles McBurney e até hoje leva o nome dele.
QUANDO É URGÊNCIA
Dor forte e contínua no lado direito baixo da barriga, com febre, vômitos ou barriga endurecida, pede pronto-socorro no mesmo dia. Não tome laxantes nem analgésicos fortes por conta própria antes da avaliação.
A posição do apêndice varia de pessoa para pessoa. Quando ele fica atrás do intestino, a dor pode aparecer mais nas costas ou no flanco. Em crianças pequenas, que não sabem descrever o que sentem, os sinais costumam ser irritação, recusa alimentar e febre. Na gravidez, o útero empurra o apêndice para cima, e a dor pode surgir mais alta. Nos idosos, a febre e a dor podem ser discretas mesmo com a inflamação avançada.
Por isso, a regra prática é simples: dor abdominal que persiste e piora merece avaliação médica, mesmo que não siga o roteiro.
EM RESUMO
QUEM ESCREVE
Cirurgião geral em Parnaíba-PI, com atuação em cirurgia por vídeo e participação na formação de novos cirurgiões. Escrevo aqui para que você chegue à consulta entendendo o seu caso.
CRM-PI 7.355 · RQE 5.674
Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Pérsio Malaquias. Não substitui a consulta médica: cada caso é avaliado individualmente.
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Dr. Pérsio Malaquias · Cirurgião geral · CRM-PI 7.355 · RQE 5.674 · Parnaíba-PI
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